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Notícias Justiça Crimes Roubo de cargas em São Paulo cai quase 10% no primeiro semestre
Roubo de cargas em São Paulo cai quase 10% no primeiro semestre
Sex, 03 de Setembro de 2010 07:14


Roubo de Cargas
A quantidade de ocorrências de roubo de cargas no estado de São Paulo caiu 9,5% no primeiro semestre de 2010, se comparado com igual período do ano anterior, segundo dados divulgados nesta semana pela Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (Fetcesp) e pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo e Região (Setcesp).

Entre janeiro e junho de 2009, 3.809 ocorrências foram registradas no estado, contra 3.447 no mesmo período deste ano. A redução pode ser explicada pela intensa atuação do governo nas principais regiões de São Paulo, desde setembro de 2009, após o expressivo aumento no número de ocorrências de roubos no primeiro semestre do ano passado.

“O assunto passou a ser prioridade para a Secretaria de Segurança. Essa queda é a resposta da ação policial que está ocorrendo desde então”, explica o assessor de segurança da Fetcesp e do Setcesp, coronel Paulo Roberto de Souza.

Prejuízo

O levantamento elaborado pela Fetcesp e Setcesp, que utiliza a mesma base de dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo, mostra ainda que a queda nas ocorrências também influenciou a redução dos prejuízos das empresas com os roubos: cerca de 2,9%. Foram subtraídos R$ 136.833 milhões nos seis primeiros meses do ano. Em igual período do ano anterior, esse valor alcançou R$ 140.930 milhões.

Localidades

No primeiro semestre de 2010, a maioria dos casos de roubo ocorreu entre terça e quinta-feira, principalmente entre 8 e 14 horas, quando as entregas de cargas são mais comuns.

Cerca de 52% foram registrados na capital paulista. Setecentos e dezenove aconteceram em rodovias estaduais e federais, o que corresponde a 20,68% do total. O maior número de registros foi na Régis Bittencourt, com 155 casos. Em seguida aparecem a Presidente Dutra (116), Anhanguera (84), Bandeirantes (59) e Castelo Branco (49).

“São vias de grande circulação de cargas. A Dutra, por exemplo, liga São Paulo ao Rio. E a Régis Bittencourt, aos estados do Sul. Por isso são estradas sempre visadas pelos marginais”, justifica o coronel Paulo Roberto.

Produtos e valores

Cerca de 23% dos roubos correspondem a valores inferiores a R$ 3 mil. Outros 52,2%  variam de R$ 3 mil e R$ 30 mil; 16% dos roubos ficaram entre R$ 30 mil e R$ 100 mil; e por fim, 8,4% superiores a R$ 100 mil.

Em relação aos valores roubados, os eletroeletrônicos lideram o ranking dos produtos mais visados, seguidos pela carga fracionada, os produtos alimentícios, autopeças e medicamentos.

Para o assessor de segurança da Fetcesp e Setcesp, ampliar projetos como o Programa de Prevenção de Furtos, Roubos e Desvio de Cargas (Procarga), reativado em São Paulo em novembro do ano passado, é fundamental para diminuir ainda mais o índice de criminalidade no setor.

“É preciso reforçar o policiamento, que ainda está aquém do necessário. Percebemos que sempre que a segurança é intensificada em uma região o roubo diminuí, mas aumentam os casos em outra, ou seja, os criminosos apenas mudam de lugar”, destaca.
 
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