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Situação na Crimeia está sob controle da Rússia, afirma jornalista

1 de março de 2014
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Criméia está sob o controle Russo

Criméia está sob o controle Russo

 

A Rádio Voz da Rússia está acompanhando de Moscou os acontecimentos na Ucrânia e o envolvimento da Rússia na defesa dos seus cidadãos e das instalações militares que mantêm naquele país, especialmente na Crimeia. O jornalista Ylia Kramnik, um dos encarregados da cobertura, faz o relato reproduzido a seguir.

A Crimeia está cheia de militares armados e fardados, mas sem insígnias, e que, no decorrer do dia 28 de fevereiro, tomaram sob seu controle os locais estratégicos mais importantes da península: o Conselho Superior, o aeroporto da cidade de Simferopol, o Aeródromo de Belbek, em Sevastopol, e várias outras estruturas.

Em todos os casos, foram evitados confrontos, e os visitantes armados se comportaram de forma extremamente civilizada. Além disso, eles desarmaram os militares e guardas fronteiriços ucranianos em Balaclava, tendo, após os confrontos, lacrado os paióis de armamentos, que colocaram sob sua guarda.

Com essa situação como pano de fundo, os comícios pró-russos continuam na Crimeia. Os habitantes de Simferopol, Sevastopol, Kerch e Eupatoria , ostentando bandeiras russas, tricolores nacionais e navais com a Cruz de Santo André, exigem um referendo ao status político da península da Crimeia.

Entretanto, o referendo, inicialmente marcado para 25 de maio (e neste sábado, 1.º   de março, antecipado para 30 de março), sobre a ampliação da autonomia da Crimeia já quase não interessa a ninguém na região. Muitos dos seus cidadãos reconhecem abertamente que gostariam de ver a Crimeia como parte da Rússia ou como um país independente.

Entre a população russa da Crimeia é praticamente impossível encontrar apoiadores dos protestos na Praça Maidan em Kiev, ou que pelo menos defendam abertamente a sua posição. Ao mesmo tempo, estão sendo criadas novas estruturas de autogestão, e as comunidades russas da Crimeia estão se reorganizando num momento em que os líderes anteriores deixam de corresponder às necessidades.

Os muitos destacamentos de autodefesa, grupos do Bloco Russo e de outras organizações participam de comícios pela manutenção da ordem pública e garantem os acessos às instalações importantes, cooperando, inclusive, com os homens armados.

Os destacamentos de autodefesa da Crimeia e a polícia Berkut , que não obedeceu às ordens de autodissolução recebidas do ministro do Interior, Arsen Avakov, protegem a Crimeia de uma possível intervenção de militantes do setor de direita e de outros radicais. Já ocorreram várias tentativas de incursão, mas todas terminaram com o recuo imediato dos que ameaçavam concretizar as suas ações.

A questão principal que preocupa hoje a população é a futura posição da Rússia relativamente à Crimeia. Entretanto, as medidas de apoio ao anti-Maidan tomadas pela Rússia, primeiramente na Crimeia, parecem ser racionais e adequadas ao momento atual da Ucrânia.

Este foi o relato do jornalista Ylia Kramnik sobre a situação da Ucrânia, especialmente na Crimeia, feito para a Rádio Voz da Rússia.

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