
Paulo Sérgio Pinheiro
Há risco de agravamento do conflito na Síria nos próximos meses devido a relatos de fluxo de novas armas e munições, indicou o presidente da Comissão de Direitos Humanos para a Síria.
Na apresentação do relatório sobre o país, nesta quarta-feira, em Genebra, Paulo Sérgio Pinheiro referiu que o movimento ocorre tanto por parte das forças do Governo como de grupos da oposição.
Responsabilidade
O enviado especial da ONU e da Liga Árabe à Síria, Kofi Annan, convocou um encontro do Grupo de Ação para a Síria.
A reunião, ocorrerá neste sábado, em Genebra, participarão ministros dos Negócios Estrangeiros dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança mais a Turquia.
Confrontos
A Comissão de Direitos Humanos para a Síria culpa ambas as partes pelo número crescente de violações dos direitos humanos, numa altura em que os confrontos se espalham por todo o país.
O exército sírio e suas milícias aliadas são responsabilizadas pela morte de civis, detenção ilegal e várias formas de tortura.Por outro lado, as forças da oposição foram acusadas de torturar ou executar soldados do governo ou pessoas suspeitas de apoiá-los.
A ONU estima que o conflito, que dura 16 meses, já fez mais de 10 mil mortos e dezenas de milhares de desalojados.
Massacre A comissão indica que não se pode descartar que as forças leais ao Governo possam ter sido as responsáveis pelo massacre de al-Houla que resultou na morte de mais de 100 pessoas.
No entanto, também considera provável que este tenha sido levado a cabo por forças da oposição ou por um grupo de filiação estrangeira desconhecida.
Paulo Pinheiro pediu à comunidade internacional que não pode deixar de exercer um esforço concertado para pôr fim à violência, defendendo que a militarização da crise será catastrófica para o povo da Síria e da região.
Com informações da Rádio ONU em Nova York.







