| Beatificação e Canonização da Venerável Irmã Dulce |
| Sáb, 21 de Maio de 2011 17:19 |
![]() Os serviços envolvem as áreas de limpeza, saúde, segurança, transporte e ordenamento e fiscalização de ambulantes. O evento vai exigir uma operação exclusiva da Transalvador. A Samu estará presente com três postos médicos volantes e duas ambulâncias. Já a Limpurb vai instalar 750 sanitários químicos e 50 coletores de armazenagem de lixo. A Secretaria de Serviços Públicos (Sesp) atuará na fiscalização de ambulantes. A Guarda Municipal contará com 72 agentes para garantir mais tranquilidade aos participantes. A estrutura dos três postos médicos volantes da Samu será utilizada pelas equipes das Obras Sociais de Irmã Dulce (Osid) para atendimento ao público. As ambulâncias ficarão à disposição tanto para assistência básica, como para transporte de pacientes, garantindo mais tranqüilidade aos participantes do evento. Além de instalar sanitários químicos e coletores de lixo, a Limpurb também atuará na cerimônia com serviço de varrição e catação no sábado e no domingo. A cada dia, haverá 40 agentes da limpeza trabalhando no local, sendo que um grupo de 20 atuará pela manhã e o restante, no turno da tarde. A Vida de Irmã Dulce Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida, com a saúde abalada seriamente - tinha 70% da capacidade respiratória comprometida - não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, batendo de porta em porta pelas ruas de Salvador, nos mercados, feiras livres ou nos gabinetes de governadores, prefeitos, secretários, presidentes da República, sempre com a determinação de quem fez da própria vida um instrumento vivo da fé. Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, ao nascer em 26 de maio de 1914 em Salvador, Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. Aos 13 anos, ela já havia transformado a casa da família, na Rua da Independência, 61, num centro de atendimento a pessoas carentes. É nessa época que ela manifesta pela primeira vez o desejo de se dedicar à vida religiosa, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres. A sua vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha. Em 8 de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entrava para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Pouco mais de um ano depois, em 15 de agosto de 1934, era ordenada freira, aos 20 anos de idade, recebendo o nome de Irmã Dulce, em homenagem à sua mãe. A primeira missão de Irmã Dulce como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação no bairro da Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Mas, o seu pensamento estava voltado para o trabalho com os pobres. Já em 1935, dava assistência à comunidade pobre de Alagados e de Itapagipe, também na Cidade Baixa, área onde viriam a se concentrar as principais atividades das Obras Sociais Irmã Dulce. Os primeiros anos do trabalho da jovem missionária foram intensos. Em 1936, ela fundava a União Operária São Francisco, primeiro movimento cristão operário da Bahia. Em 1937, funda, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações - o Cine Roma, o Cine Plataforma e o Cine São Caetano. Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugurava o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para operários e filhos de operários, no bairro da Massaranduba. Nesse mesmo ano, Irmã Dulce invadiu cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas. Expulsa do lugar, ela peregrinou durante uma década, levando os seus doentes por vários lugares, até, por fim, instalá-los no galinheiro do Convento Santo Antônio, que improvisou em albergue e que deu origem ao Hospital Santo Antonio, o centro de um complexo médico, social e educacional que continua com as portas abertas para os pobres da Bahia e de todo o Brasil. O incentivo para construir a sua obra, Irmã Dulce teve do povo baiano, de brasileiros dos diversos estados e de personalidades internacionais. Em 1988, ela foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz. Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouviu do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra. Os dois voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil. João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar Irmã Dulce, já bastante debilitada, no seu leito de enferma. Cinco meses depois da visita do Papa, os baianos chorariam a morte do Anjo Bom. No velório, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, políticos, empresários, artistas, se misturavam a dor das milhares de pessoas simples, anônimas. Muitas delas, identificadas com o que poderíamos chamar do último nível da escala social, justamente para quem Irmã Dulce dedicou a sua obra. O Milagre de Irmã Dulce
Segundo o médico Sandro Barral, um dos peritos que participou do processo de análise do milagre, a graça validada ocorreu em 2001, em uma cidade do interior do Nordeste. “Foi um caso de pós-parto, onde a paciente apresentava um quadro de forte hemorragia não controlável. A hemorragia começou ainda no trabalho de parto e em um período de 18 horas ela chegou a passar por três cirurgias, mas o sangramento não cessava. Contudo, sem nenhuma intervenção médica, a hemorragia subitamente parou e a paciente passou a ter uma impressionante recuperação”, explica. Conforme relatos da época, o fim do sangramento ocorreu no mesmo instante em que um grupo de orações pedia a intercessão de Irmã Dulce em favor da parturiente. “A corrente de orações foi proposta por um sacerdote, contemporâneo de Irmã Dulce, que chegou, inclusive, a enviar para a família dela um pedaço de tecido do hábito (relíquia) que pertenceu à religiosa”, comenta o assessor de Memória e Cultura das Obras, Osvaldo Gouveia. Ainda segundo dados do processo, ao ser chamado à casa da parturiente, o médico que a atendia achou na ocasião que estava indo assinar seu atestado de óbito, em virtude da gravidade da situação, mas ao chegar ao local encontrou a mãe já recuperada do sangramento e com o bebê em seus braços. A identidade da paciente e o local do milagre só poderão ser revelados pouco antes da cerimônia de beatificação de Irmã Dulce. O milagre ocorreu em 10 de janeiro de 2001. O milagre validado pelo Vaticano passou por três etapas de avaliação: uma reunião com peritos médicos (que deram o aval científico), com teólogos, e, finalmente, a aprovação final do colégio cardinalício, tendo sua autenticidade reconhecida de forma unânime em todos os estágios. Uma graça só é considerada milagre após atender a quatro pontos básicos: a instantaneidade, que assegura que a graça foi alcançada logo após o apelo; a perfeição, que garante o atendimento completo do pedido; a durabilidade e permanência do benefício e seu caráter preternatural (não explicado pela ciência). “O milagre apresentado no processo foi examinado meticulosamente por especialistas do Brasil e de Roma. Um reconhecimento que vem mais uma vez confirmar a vida de virtudes de Irmã Dulce – trajetória essa baseada na total dedicação aos pobres e doentes”, afirmou o cardeal D. Geraldo Majjela.
Programação Cerimônia de BeatificaçãoDia: 22 de Maio Local: Parque de Exposições de Salvador, Av. Luis Viana Filho - Paralela Hora: 12h - abertura dos portões; 14h - início da apresentação artística sobre a vida de Irmã Dulce; 17h - início da cerimônia canônica do rito da beatificação. Programação Semana da Beatificação21 de Maio (sábado)Missa na Igreja da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, seguida de vigília Local: Santuário da Bem Aventurada Dulce dos Pobres (antigo Cine Roma). Hora: às 16h. A vigília terminará às 7h da manhã seguinte, juntamente com uma alvorada de fogos. 22 de Maio (domingo) Cerimônia de Beatificação no Parque de Exposições de Salvador 24 de Maio (terça-feira) Missa de agradecimento pela Beatificação de Irmã Dulce e entronização da imagem da Bem Aventurada Dulce dos Pobres. Local: Santuário da Bem Aventurada Dulce dos Pobres (antigo Cine Roma). Hora: 10h 26 de Maio (quinta-feira) Missa de Ação de Graças no Centro Educacional Santo Antônio (CESA). Local: CESA, Av. Eng. Walter Aragão de Souza, s/n, Centro, Simões Filho. Hora: 9h. A data marca também o aniversário de fundação das Obras Sociais Irmã Dulce. 27 de Maio (sexta-feira) Missa de consagração e instalação do Santuário da Bem Aventurada Dulce dos Pobres. Hora: 18h 28 de Maio (sábado) Missa no Santuário da Bem Aventurada Dulce dos Pobres, seguida de carreata com a imagem peregrina. Hora: 8:30 |
